sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

   Ontem caí na asneira de me meter numa discussão a qual já deveria saber, à partida, não iria chegar a lado nenhum! Foi mais uma daquelas discussões onde nada de muito profícuo transpareceu. Cada um a ouvir para o seu lado e ninguém a ouvir ninguém, como normalmente sucede em qualquer discussão. A teoria de que a discussão franca, argumentativa e equilibrada é útil a todas as partes porque permite alargar os nossos próprios limites é uma treta; ninguém tem abertura de espirito suficiente para permitir tal quando já formatou a sua cabeça para as suas conclusões sobre os assuntos.  Ninguém está interessado em ouvir a mensagem, preocupa-se em descodificar as implicações para lá da mensagem, o que surge por detrás, o que se insinua com os sarcasmos, as entoações, as pontuações, o que não está escrito mas o que transparece. E com essa distração, a mensagem propriamente dita não passa. E é uma treta porque após 5 ou 6 impressões ditas ou escritas já se derivou para questões paralelas que em nada contribuem para o assunto. E depois, ainda há que lidar com as crispações pessoais, as sensibilidades de cada qual, muitas vezes as mensagens adquirem proporções que o receptor  descodifica como ataque pessoal o que complica ainda mais o o desenvolvimento do tema. Acaba toda a gente a degladiar-se, zangados e irritados, cada vez mais refinados nas suas ironias e sarcasmos e esgota-se o tema por cansaço ou desmotivação. Vou-me deixar disso até porque nunca tive dotes de retórica. Deixo isso para os que, mais do que viver, escrevem sobre a vida.

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