domingo, 11 de setembro de 2011

Minhas queridas buganvílias

   
   Nesta minha vida de andarilha, a carregar com a casa às costas, houve práticas que fui repetindo em cada casa que tive... nem sempre com bons resultados para a minha conta bancária, já de si a viver à mingua, mesmo sem extravagâncias de maior... pequenos arranjos da casa, muitos e alguns arranjos grandes em menor quantidade mas de alguma importância (que o diga o senhorio número três, que me entregou uma mansarda  feia e quase que tirada do romance da Frances Burnett, a Princesinha  e recebeu um sotão claro e remodelado! Ainda me rio sozinha sempre que me recordo da  sua cara de espanto quando lhe mostrei as obras acabadas... palavra de honra que só a expressão do rosto e a incredulidade do homem pela minha aparente estupidez já vale o dinheiro que gastei naquele empreendimento... acho que nunca ele terá tido uma inquilina como eu, não acredito que muitas mais pessoas façam o que fiz... não vou dizer quanto gastei, muito deselegante na verdade mas, antes que me comecem a lamentar por ter perdido o pouco juízo que ainda me restava, quero dizer-vos que, a ser agora, faria tudo novamente!) 

   Para tornar uma casa habitável precisa de ser à minha maneira: esta casa, em particular, tinha muitas potencialidades, lá está, muito lindinha, muito engraçadinha, toda ela muito "inha"! A casa quase perfeita! Tirando duas ou três coisinhas...
   E em todas as casas onde vivi, tirando a casa número 2, a casa de S. Bartolomeu (essa terá uma crónica só para ela, porque em relação a ela tenho tanto para dizer, aí tanto! Quase que salivo só a pensar nela... e nele!), houve sempre vontade de modificar algumas coisinhas para a tornar ainda mais bonita! E fiz essas modificações sem arrependimentos por estar ali a empatar o meu dinheiro porque, o que é facto, é que usufruí da casa da melhor forma possível!

   Mais mortificada fiquei eu com todas as plantas que plantei e todos os canteiros que organizei e muito especialmente todas as buganvílias que vi crescer e que tive que abandonar! 

   Tenho um fetiche por buganvílias, que querem, adoro-as todas: as trepadeiras, as que crescem como se fossem árvores, as roxas e as brancas, frágeis e adoráveis, as de folha mais larga e as que tem pétalas mais pontiagudas; em cada casa plantei uma buganvília e nela ficou quando me vim embora, obviamente! (com a excepção da casa de S. Bartolomeu mas essa é outra história!!!!)  

   A minha buganvília da casa da Riberirinha já lá está, bonita e viçosa a tentar crescer no meio de outras flores, escondida do vento e dos meus cães! Tenho fé que a esta vou ver crescer mas ... nunca se sabe!



   Não, estas buganvílias não me pertencem, nunca tive a alegria de ter buganvílias tão grandes e tão exuberantes! Estão na casa dos meus sogros, nos Biscoitos!



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