terça-feira, 14 de junho de 2011

Dia dos Açores

   Já tinha quase perdido a esperança de provar uma sopa do Espírito Santo quando me surgiu esta oportunidade excelente: hoje, neste  dia 13 de Junho que prestes finda, comemorou-se o Dia dos Açores. Nos actos oficiais constou uma cerimónia, já usual, de condecorações de individualidades por serviços prestados nos vários domínios da sociedade açoriana e ...uma bela almoçarada para os V.I.P.s e demais penetras. Ora, esta pessoa que aqui vos escreve, furtou-se à maçadora cerimónia (para a qual não fora efectivamente convidada) e, aguardando instruções da sobrinha de uma das personalidades homenageadas sobre a entrada precisa em cena, preparou-se física e psicologicamente para tão esperada refeição; a espera não desiludiu, o repasto foi merecedor de tal sacrifício: as sopas do Espirito Santo assemelham-se muito com o continental cozido à portuguesa mas com a particularidade do caldo em que anteriormente se cozeu a alcatra ser servido com o pão de casa duro a navegar no caldo (do género da açorda alentejana sem o pão alentejano nem os coentros), e acrescentado de couves tipo repolho! As carnes, de vaca e porco e enchidos, a batata e a cenoura e as couves (deliciosas!) podem juntar-se ao caldo ou serem devoradas em pratos separados. Só faltou o chouriço de sangue, a morcela e a farinheira! Ah, ia-me esquecendo, a acompanhar tudo isto, pão de milho (de milho mesmo!!) e massa sovada!
   Meus amigos, verdadeiramente delicioso!
   Não contentes por nos terem deitado abaixo logo no primeiro round eis senão quando nos apercebemos que vem aí a Alcatra! Só vou provar um bocadinho, a conversa do costume, parece mal vir este alguidar para a mesa e ficar assim, virgem! Apesar de considerar a alcatra à moda da Terceira, um prato aborrecido, estava excelentemente confeccionado!
   Para terminar o belo e singelo arroz doce!

   Um passeio pela marina da Praia da Vitória para rematar!























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