Uma espécie de loucura
É a inevitabilidade dos finais de ano: retrospectivas de tudo e mais alguma coisa e promessas de que o próximo será diferente e que para isso se moverá montanhas se preciso for para que se cumpra o que se prometeu! Eu cá normalmente não faço promessas, peço é a Deus e a mim, de que tudo depende, que não fique mais doida do que já penso que sou. Explico-me: eu sou uma alma positiva no entanto cheia de minhoquices na cabeça. Uma certa forma de ser louca mas consciente desse facto, o que por si já deve significar que não deve ser coisa de grande gravidade! Penso eu... Quando tinha vinte anos achava que ia morrer antes dos trinta. Já muito antes, quando tinha oito anos tinha a franca percepção que não chegava aos nove. Cheguei ao dia em que fiz os nove anos e fiquei surpreendida, andava já a preparar-me há muito tempo para que a passagem da minha vida por este mundo fosse breve e não tivesse nada verdadeiramente importante para levar dele. A ideia era tão c...