Hoje tive um sonho muito estranho, sonhei com aquele palanque absurdo à frente da câmara municipal, aquele que serve, ostensivamente, para complicar a vida de quem vive na cidade. Aquele tal que serve para coisa alguma, esse mesmo. Pois sonhei que havia um tractor seguido de outros, uma procissão de quatro ou cinco tractores daqueles com caixas abertas de grande capacidade; iam a umas quantas explorações agricolas e pecuárias e vinham de lá com um mega presente que depositaram no topo do palanque. Sei que o sonho se tornou muito confuso a partir daí, muita gente a correr em todas as direções, alguém dizia, tirem-me isto daqui que não se pode, outro chamou os bombeiros que vieram com as mangueiras e confusos a pensar que era fogo alastraram a coisa...entretanto acordei e fiquei sem saber o desenlace!
Mensagens
A pena de morte
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Nada como uma noticia fresquinha de um condenado à morte nos EUA acabado de ser executado com sofrimento físico, que é algo que anda a acontecer com alguma regularidade, ou outro tema quente, o tema professor também aquece muito e tem um lugar especial nos ódios do pessoal cá do burgo, dizia eu, nada como assuntos de alguma delicadeza ética para fazer as delicias do povão; podia ser feito um tratamento estatístico, um gráfico simples de barras com os comentários de resposta produzidos em duas horas, que em duas horas já há matéria com fartura. Para o assunto dos assassinos de gente que merece pena capital nesse modelo de país onde se aplica a justiça ao ralenti do " matas, morres" , anos e anos em diferido que é para doer mais, posso assim de repente e grosseirramente arranjar 2 grandes categorias de opiniões: 1º Os eticamente preocupados, anti-pena de morte convictos, que tentam normalmente com argumentos pedagógicos e com algum grau de condescendência e muita, mas muita...
Citando....
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Após profundo estudo e aturada pesquisa sobre as citações facebookianas estou habilitada, ainda que sujeita a criticas por discordância da escolha ou da ordem atribuída, a elaborar o seguinte ranking, por ordem crescente de náusea ou aborrecimento: 10º Lugar - Citações de Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama, Papa Francisco ou afins, sem culpa alguma dos próprios; 9º Lugar - Citações sobre cães ou outros animais domésticos ou selvagens particularmente aquelas que dizem que não somos nada comparados com eles, que somos umas bestas quadradas porque os tratamos mal e como deveríamos vergastar-nos todos os dias no local onde nos doí mais (o local escolhido fica ao nosso critério) como penitência pelas nossas, muitas omissões para com eles; 8º Lugar: Todos aqueles posts com ou sem foto incluída em que nos falam no abandono dos idosos e como tal situação é insuportável. Exemplo: " Não me ligam, não me cuidam, não me visitam! Filho, não se esqueça que um dia, també...
Prima donna
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De vez em quando acontece... surge alguém desequilibrado! Não há forma de prever, não há sensores nem indicadores fisiológicos que nos eriçem os cabelos da nuca como forma de aviso ante a desfaçatez; os doidos, os borderlines sociais, os desarticulados do comum bom senso aparecem não se sabe de onde nem porquê, impõem-se e estrelam enquanto abrimos a boca num espanto; reviram e concentram a atenção em si próprios, num exercício de narcisismo com consequências para os outros, nunca para o próprio, protegidos que estão numa redoma onde não se beliscam, sequer; fazem estragos e arreliam, constrangem e desgastam, e partem incólumes mas não sem antes, se consumirem em autos de flagelação e pena pungente de si próprios; são os mártires, os desalinhados, os incompreendidos, os iluminados, os de sensibilidade ardente e de franqueza suprema, os que falam e os que escrevem o que querem e quando querem e sobre o que querem, e onde, de tudo o que dizem, se nota delic...
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Ainda que o termo de raça dentro do ser humano esteja em desuso há quem o faça e que insista nas suas derivações linguísticas mais ou menos preconceituosas numa tentativa de separação das diferenças mas esquecendo-se que é maior aquilo que nos une do que aquilo que nos separa; e no entanto também eu fico ofendida com certas utilizações da língua em que não me revejo: eu também não gosto que me chamem de branca ou branquela e outras palavras da mesma família; eu não devo chamar de preto a alguém de “raça” negra, por óbvia inexactidão da palavra; a mim não me devem tratar por branca, por óbvia inexactidão da palavra; é que eu não sou branca da cor do papel assim como o de raça negra não é preto da cor da fuligem, e no entanto sou branca para tanta gente e isso chateia-me; chateia-me por até nem gosto da cor branca, é aborrecida e monótona e só fica bem nas paredes e nos lençóis da cama; e depois há esta coisa estranha de pertencer ao grupo ...
Está a dar peixe?!
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Foi observado na Silveira mas estou em crer que será igual em qualquer outro lugar; existem dois tipos de pescadores básicos, com algumas variações tenues mas que se enquadram de uma forma geral dentro do mesmo padrão: os pescadores que pescam e os pescadores que pescam coisa nenhuma; e dizendo isto impõe-se algumas correções, desde logo: primeiro, os segundos, se nada pescam, não devem em rigor da palavra serem denominados de pescadores, porque só merece o titulo quem traz peixe para o cesto; segundo, para além de não pescarem peixe também não pescam nada em sentido figurado, ou seja, a pesca para eles é exatamente aquilo que eles não fazem; e no entanto, parece que pescam, nos dois sentidos, peixe e arte; quanto ao primeiro, é lançar o olho para o cesto ou balde ( quando há um ou outro, afinal de contas este utensílio é justamente aquele que estes pescadores não precisam levar para a pescaria, virá invariavelmente vazio); quanto à arte é discutível, esses seres confunde...
A praxe no meu ISEF
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Havia um gajo lá no ISEF que assumia a função do mais bera da comissão de praxes! O tipo tinha um corpo franzino e pequeno mas elástico e nervoso; um crânio loiro de cabelo à escovinha de certa inspiração militarista que intimidava. A deficiência em altura compensava com a forma como nos olhava, como aproximava o nariz da nossa cara e no olhar azul que se colava ao nosso. Um sargento de pelotão em potência, um bom actor nessa função de nos amedrontar, os 100 quase-putos do 1º ano do curso de 1985; Lembro-me que foi só um dia que começou por ser de ansiedade intensa mas que cedo acalmou. O salão nobre recebeu-nos com um grupo deles perfilados no estrado fronteiro às bancadas; todos de ar gélido e impenetrável. Nós, mavericks acabados de chegar, não sabiamos ao que vinhamos; sabiamos que iriam judiar de nós mas como, não faziamos ideia. Depois de ordenarem que nos descalçássemos só de um pé, coisa que fizemos foram chamando por nós, um interrogatório à vist...
A viagem - IV
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9 º Dia - 30/31 de Dezembro de 2013 - New York Há a Nova Iorque de Manhattan e há a Nova Iorque do Bronx e a de Brooklin e mais umas quantas no entanto foi na Bronx que ficamos hospedados e Manhattan e Brooklin que visitamos. Gostei de quase tudo no Bronx, gostei do nosso anfitrião, o Junior, um rapaz novo extremamente simpático que para além de me ajudar com as malas também nos deu preciosas informações e guardou-nos uma lugar de estacionamento plantando-se no local à nossa espera, à espera que dessemos uma volta ao quarteirão para estacionar no lugar em que esperava. Gostei do clima de bairro seguro sem insegurança visível, gostei do metro que apanhamos, com 99% de negros e hispânicos e 1% de gatos pingados onde nos incluímos. Gostei de encontrar muita gente simpática, solicita e bem educada, gostei de termos destrinçado o metro de Nova Iorque sem grandes problemas. Gostei de regressarmos tarde na noite e não caminharmos em ...
A viagem - III
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8º Dia - 29 de Dezembro de 2013 - Newport/New Haven Levantamo-nos muito cedo para ver a orla costeira de Newport e sendo assim resolvemos arriscar e seguir o mapa que o GPS nos mostrava, sempre junto à costa; descobrimos duas praia, a Easton's Beach e a Sachuest Beach. Depois resolvemos ir até uma ilha, chamada de Conanicut Island, cuja terreola maior se chamava de Jamestown, passando uma ponte imponente de nome Claibone Pell Bridge. Aqui fizemos a primeira asneira, tinhamos o GPS desligado e quando o ligamos já tinhamos voltado para Newport sem nos termos apercebido que o caminho para New Haven, o nosso ponto seguinte de visita se faria passando essa ponte; ponte que tinhamos transporto uma hora antes. Pagamos duas pontes desnecessariamente, coisas que sucedem nas viagens! Deixando Newport para trás fizemos uma estirada de mais de 100 quilómetros sob chuva, muito intensa no final do troço e continuando pela nossa ...