Há muito tempo que não vinha aqui. Não sei o porquê de andar arredada destas escritas minhas a não ser a circunstância de não me apetecer dizer grande coisa. Ou de não querer fazer deste blogue um permanente local de escárnio e maldizer na versão mais soft. Ser escarninha já deixou de ter piada. Esgotei o stock de veneno. Já não tem grande piada observar o comportamento humano e dissecar cada gesto, atitude ou acção com a ironia de quem , honestamente sabe, que o gesto que critica, é um erro que comete. Somos uma mistela de gente que, a maior para vezes, não faz um corno de ideia do que anda a fazer neste mundo. E faz merda atrás de merda a maior parte das vezes perdidos e sem saber como sair desta confusão mais ou menos inteiros. E não faz mal. Não faz mal porque com mais tentativa e erro, o que se quer é um quinhão de ser feliz sem que se peça mais do que a conta, a ver se dá para todos. E se, para os nossos, esse quinhão seja assegurado. É um desejo simples,...
Eu sou a Bárbara, sou aquela que agarrou nos filhos, na mãe, nos cães e nas tralhas e ala para os Açores. Sou aquela que já mudou de casa 3 vezes desde que cá chegou, arranjou uma gata e uma coelha e pensa seriamente não ficar por aí; aquela que age primeiro e pensa depois (algumas pessoas que o digam!) e que com a idade não ficou mais sábia; que tem bicho carpinteiro, que está sempre a par das últimas novidades nos sites de imobiliárias, que é perita em invadir propriedade privada própria ou casebres devolutos e pensar que dariam casas amorosas, que se diplomou com distinção no curso intensivo "Como fazer uma/duas/três mudanças de casa em tempo chuvoso e não perder a sanidade mental ou o dedão do pé", que muda a orientação do quarto ou a disposição dos livros como quem muda de camisa! Sou também aquela que se envolve nas coisas que gosta como se não houvesse amanhã! E que chateia os outros com isso!!
Não era minha intenção, acreditem que não era! Não queria falar no Melro Preto, mas por uma questão de justiça e porque falei no outro, sabem, no Mitra, teria que fazer uma menção a este senhor, versão melhorada do primeiro! A Silveira é no verão o local social de topo, onde toda a gente que interessa ou que acha que interessa, vai para ver e ser vista! Quem nem costuma ir, por vezes passa a ir e ai, já se sabe, anda a controlar alguém ou quer que alguém em especial saíba que ele lá está. São movimentações complexas que para o comum incauto passam despercebidas mas, que para o autóctone batido nestas andanças é claramente percebido. Nada como ter um amigo terceirense perspicaz que te introduza neste mundo complexo que é a sociedade angrense! Mas toda esta azafama social é sazonal, atinge o seu auge no mês de Agosto, quando a Terceira e a cidade de Angra em especial é invadida pelas chamadas "moscas de verão". Esta expressão maravilhosa, ouvi-a pela primeira vez dita p...
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